Como cumprimentar em vários países?

Mariana Soares / Publicado a
Do ocidente ao oriente as diferenças culturais e de hábitos tornam tão características certos destinos e também a forma como os locais fazem o seu cumprimento de boas-vindas ou olá. Viajar não é só conhecer monumentos, visitar lugares populares ou provar as iguarias típicas. É também tirar um tempo para aprender como os locais vivem, como se encontram e se cumprimentam. Este é o primeiro passo para fazer uma conexão significativa com o destino. Conheça as várias formas de cumprimentar em vários países.

Colocar a língua para fora (Tibete)

Que forma de cumprimento peculiar, não é? No Tibete, tudo começou com os famosos monges, que mostravam a língua para mostrar que vieram em paz e não eram nenhum tipo de deus do mal. Este hábito tornou-se o cumprimento típico desta região.

Beijinhos de Nariz (Qatar, Iémen, Omã, Emirados Árabes Unidos)

No Qatar, Iémen, Omã ou nos Emirados Árabes Unidos esqueça o aperto de mãos! Em vez disso, esteja aberto a dar o seu nariz para um toques amigáveis. Nestas regiões o cumprimento é respeitador se as duas pessoas encostarem o nariz uma na outra. Muito diferente do que estamos habituados no ocidente!

Beijo na bochecha (França, Itália, Espanha, Portugal, América Latina, Ucrânia e Quebec, Canadá)

Na Argentina, Chile, Peru, México, Brasil e Colômbia, dar apenas um beijo na bochecha é o padrão, enquanto na Espanha, Portugal, Paraguai, Itália e cidades como Paris e Québec por hábito dá-se um beijo em cada bochecha (dois beijos). Na Rússia e na Ucrânia, três é a norma e, em algumas partes da França, são até quatro beijos! Engraçado, não é?

Esfregar o nariz (Nova Zelândia)

Na Nova Zelândia os indígenas maoris chamam de “compartilhar a respiração” ao seu cumprimento típico: nariz e testa encostados ao nariz e testa da outra pessoa. Esta saudação significa a recepção sagrada de um visitante na cultura maori e é usada em pōwhiri (cerimónias de boas-vindas).

Apertar as mãos (Botsuana, China, Alemanha, Zâmbia, Ruanda e Médio Oriente)

Um aperto de mão não é tão simples quanto parece! Em muitos países ocidentais, um aperto de mão é considerado uma saudação calorosa e respeitosa ao conhecer estranhos. Mas em certos lugares do mundo, a forma como se faz difere. Nos países do Oriente Médio, por exemplo, os apertos de mão envolvem apenas a mão direita, onde a mão esquerda é considerada impura. Já na Alemanha este aperto de mão é marcado pela intensidade do movimento.

Bater Palmas (Zimbábue e Moçambique)

No Zimbábue e no Norte de Moçambique as palmas são as boas-vindas ao próximo. A primeira pessoa aplaude uma vez e a segunda pessoa duas vezes, em resposta. Os homens batem palmas com os dedos e as palmas das mãos alinhadas e as mulheres com as mãos em ângulo.

Colocar a mão no coração (Malásia)

É muito formal, mas esta saudação tradicional da Malásia tem um sentimento particularmente adorável por trás dela. Leve as suas próprias mãos ao peito e acene levemente com a cabeça para simbolizar boa vontade e um coração aberto. Os homens devem esperar que as mulheres locais estendam a mão e, se não o fizerem, o homem deve colocar a mão no peito e dar um leve aceno de cabeça.  

Cumprimentar os mais velhos primeiros do que os mais novos (Ásia e África)

Em toda a Ásia e África, honrar os mais velhos é obrigatório. Isto significa cumprimentar os idosos e os mais velhos antes dos mais jovens e sempre usar títulos e termos de respeito específicos da cultura em questão. Nas Filipinas, os habitantes locais têm uma maneira particular e única de mostrar o seu cumprimento: pegam na mão de uma pessoa mais velha e a pressionam suavemente na testa. Já na Índia, os moradores tocam nos pés dos idosos como uma demonstração de respeito. Na Libéria, assim como entre os membros do povo da Nigéria, os jovens ajoelham-se para homenagear os mais velhos.

Leve curvar do corpo e mãos em prece (Ásia)

Na Ásia é muito comum este cumprimento. Mas difere de país para país. Em países como a Índia, Cambodja, Tailândia e Laos, as mãos colocam-se ao nível do coração antes de se curvar. Na Índia, em particular, a acompanhar diz-se a palavra “Namaste” que demonstra respeito e humildade. Já no Japão quanto mais se curvar, maior é o respeito que demonstra e as mãos não se colocam em prece mas sim para baixo ao longo do corpo para os homens e as mulheres colocam a as mãos nas coxas.